lit.algarve resumo

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Festival Internacional de Literatura do Algarve

Sob o lema “Escutar. Sentir. Ler”, 50 autores de 8 países contribuíram para a criação do Efeito ALFA, durante 4 dias consecutivos, em 25 locais, num total de 56 eventos, para um público de mais de 1000 espectadores.

Dizemos que o Efeito ALFA acontece quando uma apresentação literária por um autor é tão fascinante que o ouvinte acaba por sentir a necessidade de ler a obra desse autor.

As crianças não foram esquecidas neste Festival sendo que, durante 2 dias, decorreu o lit.kid.ALGARVE.  6 autoras cativaram centenas de alunos da pré-primária e primária, em 16 escolas da região, levando as crianças numa memorável viagem ao mundo dos livros.

A organização deste primeiro Festival, que decorreu sem qualquer apoio financeiro público, foi em muito semelhante à luta de Dom Quixote contra os moinhos. No entanto, o apoio entusiástico de alguns famosos autores portugueses, tais como Lídia Jorge, Casimiro de Brito e Vasco Graça Moura, reforçaram a convicção de que há uma necessidade premente e um grande interesse na criação, disseminação e promoção de literatura no Algarve.

Espero que este Festival se torne um evento anual e, o meu compromisso é desafiar a inércia literária nacional e estimular o interesse por livros e pelos seus autores.  Além disso, o mote das autoridades do Turismo já há vários anos, “Algarve é qualidade”, deverá ser reforçado com a minha contribuição, introduzindo um aspecto inspirador que tem faltado até agora.  O Algarve merece um Festival Internacional de Literatura que, com apoio financeiro a nível local, regional e nacional, se coloque a par do Lit.Cologne, Woodstock, Hay, Paraty e Mantua.

Um dos meus objectivos – apresentar a beleza do Algarve a autores estrangeiros – foi atingido.  O segredo mais bem escondido da Europa fez as delícias de todos e mereceu grandes elogios, tanto pela sua beleza natural como pela afabilidade das suas pessoas.  O resultado foi um estado de euforia geral e um grande desejo de voltar no próximo ano.

Outro objectivo atingido foi também o estabelecimento de contactos entre autores.  O meu coração alegra-se quando oiço que Håkan Nesser se quer envolver no melhoramento do marketing da obra de Robert Wilson na Suécia, que Regina Schleheck e Brigitte Vollenberg vão organizar uma sessão de leitura conjunta, que Titus Muller se prestou a aconselhar Franz Neumayr e que as autoras suecas Maria Sveland e Mian Lodalen querem apresentar Iris Galey na Suécia.  Se eu conseguir encontrar uma editora na Suécia para “o Gato de Uppsala”, de Cristina Carvalho, sentir-me-ei ainda mais realizada, ao ver ocorrer algo internacionalmente positivo relativamente à literatura deste País que nos acolhe.

Apesar da excelente cooperação que obtivemos da imprensa, publicitando em Português, Inglês e Alemão, as grandes massas estiveram, de uma maneira geral, ausentes do Festival; infelizmente, somente reduzidas audiências tiraram partido dos diversos eventos, mesmo sendo estes com entrada grátis.

Mas todas as iniciativas pioneiras enfrentam dificuldades e o público assistente, os organizadores e os autores mostraram-se muito entusiastas, razão suficiente para não desmoralizarmos.

Alguns dos diversos pontos altos do Festival:

- Reunião de autores na praia de Armação de Pêra: 11 senhoras e 1 cavalheiro discutiram literatura em 6 línguas diferentes

- 3 sessões de leitura no anfiteatro do Sítio das Fontes, Estômbar: uma das sessões terminou com o Fado, cantado por Maria de Lourdes Sessor, no passado emigrada na Alemanha, causando um nó em diversas gargantas

- Concerto de Tango e Poesia, por Marina Cedro – este evento produziu fortes emoções e provocou lágrimas de alegria

- Lit.Maratona – uma cadeia animada de actuações muito diversificadas, durante 11 horas consecutivas.  Lamentavelmente realizou-se no local errado (demasiado isolado).  Mas o grupo de Ginástica de Enxerim (Silves) cativou a audiência com uma magnífica exibição após a qual, no seu entusiasmo, os jovens agarraram os livros de autógrafos e procuraram obter autógrafos de todos os autores presentes – a primeira vez para muitas das crianças.  E, uma menina de 11 anos recitou espontaneamente um poema de sua autoria

- Concurso de Dramatização de Poemas na FNAC, no Centro Comercial da Guia

- Titus Muller, nas Caldas de Monchique

- A sessão de Poesia no Sobreiral, com Casimiro de Brito e Marina Cedro

- Joachim Henn deliciou a sua audiência na Costa Oeste

- Lisa Selvidge orientou uma oficina de trabalho sobre „Escrita de Memórias“, em Tavira, esgotando as inscrições e despertando interesse suficiente para se vir a repetir mensalmente

- Alunos portugueses do ensino secundário contactaram-nos e pediram ajuda no sentido de organizar uma oficina de trabalho de Escrita Criativa.


E, finalmente, a conclusão do Festival na Quinta dos Vales, em Estômbar:

- Autores portugueses e irlandeses conviveram frente a um guisado típico irlandês

- O Coro Adágio de Portimão cantou no maravilhoso Jardim das Esculturas

- Lídia Jorge leu e recitou, fazendo a língua portuguesa soar como música. Directamente das mãos do artista Karl-Heinz Stock, Lídia Jorge recebeu o primeiro Prémio Lit.ALGARVE

Resumindo:

Muitos e diversos momentos de regozijo!

Qualidade em vez de quantidade!

Após o Festival é antes do Festival! Por isso…

… Lit.ALGARVE 2011, de 15 a 18 Setembro – Anotem já na vossa agenda!

Sob o lema “Escutar. Sentir. Ler”, 50 autores de 8 países contribuíram para a criação do Efeito ALFA, durante 4 dias consecutivos, em 25 locais, num total de 56 eventos, para um público de mais de 1000 espectadores.
Dizemos que o Efeito ALFA acontece quando uma apresentação literária por um autor é tão fascinante que o ouvinte acaba por sentir a necessidade de ler a obra desse autor.
As crianças não foram esquecidas neste Festival sendo que, durante 2 dias, decorreu o lit.kid.ALGARVE.  6 autoras cativaram centenas de alunos da pré-primária e primária, em 16 escolas da região, levando as crianças numa memorável viagem ao mundo dos livros.
A organização deste primeiro Festival, que decorreu sem qualquer apoio financeiro público, foi em muito semelhante à luta de Dom Quixote contra os moinhos. No entanto, o apoio entusiástico de alguns famosos autores portugueses, tais como Lídia Jorge, Casimiro de Brito e Vasco Graça Moura, reforçaram a convicção de que há uma necessidade premente e um grande interesse na criação, disseminação e promoção de literatura no Algarve.
Espero que este Festival se torne um evento anual e, o meu compromisso é desafiar a inércia literária nacional e estimular o interesse por livros e pelos seus autores.  Além disso, o mote das autoridades do Turismo já há vários anos, “Algarve é qualidade”, deverá ser reforçado com a minha contribuição, introduzindo um aspecto inspirador que tem faltado até agora.  O Algarve merece um Festival Internacional de Literatura que, com apoio financeiro a nível local, regional e nacional, se coloque a par do Lit.Cologne, Woodstock, Hay, Paraty e Mantua.
Um dos meus objectivos – apresentar a beleza do Algarve a autores estrangeiros – foi atingido.  O segredo mais bem escondido da Europa fez as delícias de todos e mereceu grandes elogios, tanto pela sua beleza natural como pela afabilidade das suas pessoas.  O resultado foi um estado de euforia geral e um grande desejo de voltar no próximo ano.
Outro objectivo atingido foi também o estabelecimento de contactos entre autores.  O meu coração alegra-se quando oiço que Håkan Nesser se quer envolver no melhoramento do marketing da obra de Robert Wilson na Suécia, que Regina Schleheck e Brigitte Vollenberg vão organizar uma sessão de leitura conjunta, que Titus Muller se prestou a aconselhar Franz Neumayr e que as autoras suecas Maria Sveland e Mian Lodalen querem apresentar Iris Galey na Suécia.  Se eu conseguir encontrar uma editora na Suécia para “o Gato de Uppsala”, de Cristina Carvalho, sentir-me-ei ainda mais realizada, ao ver ocorrer algo internacionalmente positivo relativamente à literatura deste País que nos acolhe.
Apesar da excelente cooperação que obtivemos da imprensa, publicitando em Português, Inglês e Alemão, as grandes massas estiveram, de uma maneira geral, ausentes do Festival; infelizmente, somente reduzidas audiências tiraram partido dos diversos eventos, mesmo sendo estes com entrada grátis.
Mas todas as iniciativas pioneiras enfrentam dificuldades e o público assistente, os organizadores e os autores mostraram-se muito entusiastas, razão suficiente para não desmoralizarmos.
Alguns dos diversos pontos altos do Festival:
- Reunião de autores na praia de Armação de Pêra: 11 senhoras e 1 cavalheiro discutiram literatura em 6 línguas diferentes
- 3 sessões de leitura no anfiteatro do Sítio das Fontes, Estômbar: uma das sessões terminou com o Fado, cantado por Maria de Lourdes Sessor, no passado emigrada na Alemanha, causando um nó em diversas gargantas
- Concerto de Tango e Poesia, por Marina Cedro – este evento produziu fortes emoções e provocou lágrimas de alegria
- Lit.Maratona – uma cadeia animada de actuações muito diversificadas, durante 11 horas consecutivas.  Lamentavelmente realizou-se no local errado (demasiado isolado).  Mas o grupo de Ginástica de Enxerim (Silves) cativou a audiência com uma magnífica exibição após a qual, no seu entusiasmo, os jovens agarraram os livros de autógrafos e procuraram obter autógrafos de todos os autores presentes – a primeira vez para muitas das crianças.  E, uma menina de 11 anos recitou espontaneamente um poema de sua autoria
- Concurso de Dramatização de Poemas na FNAC, no Centro Comercial da Guia
- Titus Muller, nas Caldas de Monchique
- A sessão de Poesia no Sobreiral, com Casimiro de Brito e Marina Cedro
- Joachim Henn deliciou a sua audiência na Costa Oeste
- Lisa Selvidge orientou uma oficina de trabalho sobre „Escrita de Memórias“, em Tavira, esgotando as inscrições e despertando interesse suficiente para se vir a repetir mensalmente
- Alunos portugueses do ensino secundário contactaram-nos e pediram ajuda no sentido de organizar uma oficina de trabalho de Escrita Criativa.
E, finalmente, a conclusão do Festival na Quinta dos Vales, em Estômbar:
- Autores portugueses e irlandeses conviveram frente a um guisado típico irlandês
- O Coro Adágio de Portimão cantou no maravilhoso Jardim das Esculturas
- Lídia Jorge leu e recitou, fazendo a língua portuguesa soar como música. Directamente das mãos do artista Karl-Heinz Stock, Lídia Jorge recebeu o primeiro Prémio Lit.ALGARVE
Resumindo:
Muitos e diversos momentos de regozijo!
Qualidade em vez de quantidade!
Após o Festival é antes do Festival! Por isso…
… Lit.ALGARVE 2011, de 15 a 18 Setembro – Anotem já na vossa agenda!

ALFA Cultura
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alfacult@gmail.com
Tel. 00351 917 602 607


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